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A hora da I.A: insights sobre maturidade e modelos de sucesso

Pesquisa global sobre Inteligência Artificial com executivos de diferentes verticais mostra avanços no uso da tecnologia em várias frentes

Já há algum tempo, a Inteligência Artificial (IA) tem se mostrado atraente para melhorar processos, aumentar a produtividade e gerar impactos positivos para as organizações. Avanços em dados e inteligência analítica permitiram que os primeiros usuários de IA em todo o mundo pudessem crescer além dos experimentos iniciais e acessos rápidos, para que hoje pudessem dar exemplos de sucesso com IA.

O SAS, em conjunto com a Intel, Accenture Applied Intelligence e a Forbes Insights, entrevistou líderes de todo o mundo para identificar as melhores práticas para IA. As conclusões do estudo incluem insights sobre implicações nos processos, além de alterações necessárias para mudar a educação e o treinamento de IA para a realização do seu pleno potencial.

Ao examinar as respostas da pesquisa com mais de 300 executivos de grandes empresas em todo o mundo, notamos que partes críticas do quebra-cabeça da I.A — tecnologias específicas, capacidades, e processos, entre outros itens — estão sendo montadas em diferentes áreas de negócios, em diversos setores, lidando com vários desafios.

Estamos nos aproximando rapidamente de um momento de “massa crítica” no qual a imagem inteira pode ser vista, diz o relatório. As respostas apresentadas por muitos dos executivos mostram um nível de entusiasmo e atividade focados em Inteligência Artificial que apontam para uma explosão de adoção da IA no curto prazo, mesmo quando ainda existindo lacunas relativas capacitação e a estratégia. Setenta e dois por cento (72%) das organizações pesquisadas já implementaram tecnologia de IA ou estão em processo de implantação.

Como a I.A contribui para os negócios

A pesquisa aponta que os líderes e os early adopters da IA (os que primeiro adotam a tecnologia) estão fazendo avanços importantes em áreas-chave, expandindo o que deu certo e colocando a tecnologia para trabalhar em várias frentes em suas organizações. As melhores práticas já estão surgindo.

Afora o hype, a grande questão que se coloca no momento é como a IA contribuirá para resolver problemas reais de negócios. Uma grande porcentagem dos entrevistados afirma ter obtido sucesso real com a IA. Ao analisar apenas aqueles que disseram já ter implantado a I.A, 51% afirmam que o impacto da implantação de tecnologias de I.A em suas operações foi “bem-sucedido” ou “altamente bem-sucedido”.

“É encorajador ver esse nível de sucesso sendo relatado por aqueles que estão realmente usando a inteligência artificial”, diz Melvin Greer, diretor de dados para Américas da Intel Corporation. “E se quisermos que essa trajetória continue, temos que tomar medidas para garantir que os usuários sintam que podem confiar na IA.”

Segundo ele, nos estágios iniciais da adoção de tecnologias avançadas, as pessoas tendem as ser muito confiantes, e se por acaso essa confiança é quebrada, há o risco de a adoção retroceder de maneira significativa. “Podemos construir confiança através de uma melhor educação de dados, maior transparência e um foco contínuo na ética da IA.”, diz Greer

Já o diretor de operações e de tecnologia do SAS, Oliver Schabenberger, acha que, como vimos com muitos outros avanços tecnológicos ao longo dos anos, é provável que a maior familiaridade leve à maior confiança. “Pense em seu primeiro passeio ao usar um serviço de compartilhamento de carros ou na primeira vez que usou o banco online”, diz.

“De certo modo, eles representaram um ato de fé em novas tecnologias. É aí que estamos com IA agora. Mas mesmo para usuários sofisticados, a tecnologia ainda é uma caixa preta. Eles inserem dados, obtêm um resultado, mas não entendem as conexões entre as entradas e as saídas dos sistemas de IA. Esse é um desafio fundamental que tem implicações em tudo, desde conformidade regulatória até a experiência do cliente.”

Conexão IA e Analytics é chave para o sucesso

Quando perguntamos “Até que ponto você espera ver o Analytics tendo uma função na inteligência artificial de sua organização?” esperávamos que os participantes indicassem uma forte conexão entre os dois. Muitos estabeleceram essa relação, mas houve mais variações nas respostas do que poderíamos supor: 61% indicaram que esperam ver o Analytics tendo um papel “menor”, “moderado” ou “nenhum papel” nas atividades de IA de sua organização.

Entretanto, a maioria dos líderes de IA vê os dois como sendo inextricáveis. Entre eles, 79% relataram ter alcançado sucesso na implantação de tecnologias de inteligência artificial e também disseram esperar que o Analytics tenha papel “importante” na IA. Apenas 14% daqueles que não obtiveram sucesso disseram não ver o mesmo papel no Analytics.

No geral, aqueles que implantaram I.A são muito mais propensos a dizer que o Analytics desempenhará um “papel central e completo” em seus projetos de Inteligência Artificial — quase a metade. Parece claro que quanto mais experiente a empresa estiver na IA, maior a probabilidade de ver um papel central do Analytics em seu projeto.

“Entre aquelas que implantaram IA, os executivos reconhecem que o sucesso se deve ao Analytics”, diz Schabenberger. “Para eles, o Analytics tem papel central e frontal na I.A. “Talvez seja por isso que 66% dos entrevistados concordam que ‘a I.A nos permitirá extrair volumes maciços de dados mais rapidamente para as tomadas de decisão de negócios’.”

Nível de desenvolvimento do “momento”

Praticamente um terço (28%) dos que implantaram ou estão implantando a IA indicaram que a tecnologia “foi parcialmente implantada como um experimento”. Não há surpresas. Um número ligeiramente maior de entrevistados (32%) informa que seus recursos de inteligência artificial estão “totalmente implantados, em vários casos de uso ou linhas de negócios”.

Rumman Chowdhury, líder responsável pela área de I.A da Accenture, sugere que é importante entender as taxas de adoção através da lente da indústria. “Há bolsões de progresso real”, diz ela. “Basta olhar para o setor de serviços financeiros, onde há amplo uso de inteligência artificial, tanto internamente como voltada para o cliente. Em outros, nem tanto. No varejo, por exemplo, apenas 9% relatam que a IA está totalmente implantada. Entre aqueles com quem estou falando todos os dias, há uma tendência de ver uma implantação muito mais experimental no mercado geral.”

“De um modo geral, o progresso da IA é incomparável”, diz Greer, da Intel. “Vimos algumas primeiras impressões muito positivas sobre como a IA pode realmente ser usada, e temos um longo caminho a percorrer. Temos visto mais sofisticação de nossos clientes, que estão procurando por nós e pedindo para sermos mais claros em nossas explicações sobre IA, e para esclarecer diferenças importantes entre diferentes tipos de IA e tecnologias de análise — de realidade aumentada e aprendizado de máquina a aprendizado profundo e muito mais  —  por isso não tratamos a IA como o martelo de todos os pregos.”

SERVIÇO: O estudo completo produzido pela Forbes pode ser baixado a partir deste link

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