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Criando o ‘Guia de Positividade’ do Líder

Com toda a incrível positividade demonstrada durante o SAS Global Forum (SGF), realizado em Denver, no Colorado (EUA), em abril de 2018, reunindo mais de 30 mil participantes, não pude deixar de relembrar um pouco da minha própria trajetória de carreira e todas as lições aprendidas por viver e trabalhar internacionalmente para a empresa nos últimos anos.

Tenho liderado o SAS na região da América Latina e Caribe há sete meses. Antes disso, era responsável pela área de Sales Strategy e Operações na região Ásia-Pacífico (APAC), onde atuei por quase dois anos em Melbourne, na Austrália.

Quando recebi a tarefa de comandar APAC, me vi completamente fora da minha zona de conforto. Não tinha familiaridade com esse mercado, nunca havia trabalhado nesta posição particular antes e, para começar, não estava acostumado com o sotaque do inglês australiano. “O que esse brasileiro que não sabe nada sobre o que está se passando vai acrescentar ao nosso negócio?”, alguém deve ter pensado na hora em que cheguei. Não seria um bom começo, certo?

Ao fazer este arriscado movimento de carreira, você inevitavelmente expõe a si mesmo e as suas habilidades. E nesses casos, existem ferramentas que são muito mais valiosas do que qualquer arsenal de experiência empresarial que você possa trazer. Pessoalmente, descobri que respeito, boa vontade, sinceridade e transparência eram absolutamente fundamentais – e é incrível o que você pode conseguir com esse “guia de positividade”.

Enquanto administrava 14 mercados diferentes com tantos padrões de pessoas e negócios distintos, aprendi muito sobre liderança. Vi meus próprios paradigmas serem virados de cabeça para baixo, assim como tive muitas oportunidades para confirmar minha crença de que líderes positivos podem realmente transformar não apenas um negócio, mas grupos de pessoas.

Claramente, é preciso se adaptar a novas culturas e situações – isso nem sempre é fácil e pode levar a uma atitude negativa. Como seres humanos, estamos propensos a criticar antes de dar às pessoas uma chance de melhorar. Para ilustrar meu ponto de vista, normalmente um funcionário do SAS leva cerca de seis meses para entrar no ritmo das coisas, por isso é muito mais vantajoso desenvolver as pessoas adequadamente desde o início do que desperdiçar talentos que talvez precisassem apenas ser polidos.

Ter uma atitude positiva em relação às pessoas também tem a ver com, por exemplo, prestar atenção às pequenas coisas que podem estar prejudicando as pessoas e seus resultados. Uma coisa que fiz para aumentar a moral e o desempenho na região Ásia-Pacífico e que tenho reproduzido na América Latina foi instituir reuniões semanais com todos os líderes de cada país. O que não era uma prática comum até então se tornou uma maneira de criar um senso de trabalho em equipe e um espaço para aprender uns com os outros, celebrar conquistas e enfrentar desafios como um grupo. Porque uma região não deve ser simplesmente uma coleção de países gerenciados por uma única pessoa, mas um mercado coeso que precisa trabalhar em conjunto para ter sucesso.

As pessoas que conheço que produzem os melhores resultados são as mais abertas, as mais positivas. É um fato. São aqueles que mais se aproximam de suas equipes, em vez de criarem barreiras de formalidade entre as pessoas, independentemente de sua senioridade. Há pouco tempo eu estava pensando, depois de um dia que tive cheio de reuniões no Brasil, como me senti grato por ter sido convidado para jogar futebol com os estagiários em vez de ficar sozinho sentado em um quarto de hotel. Eles podem ter pensado que eram privilegiados por socializarem com o VP, mas o verdadeiro beneficiário fui eu.

É um processo contínuo, mas quando você está aberto para construir relações positivas, é possível obter acesso verdadeiro às pessoas e, então, impulsionar a mudança de maneiras verdadeiramente inimagináveis. Isso será significativo não apenas para o negócio, mas para toda a carreira das pessoas – e depois de cada abraço alegre que recebi de ex-colegas do SAS no SGF, pensei: talvez eu esteja realmente fazendo algo positivo aqui.

Marvio Portela é VP do SAS América Latina

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